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As chamadas de propaganda que passavam durante toda a programação "nobre" da Warner aguçavam
a curiosidade dos que nunca tinham visto The L Word. Mexiam com a ansiedade de quem
não via a hora
de poder assistí-lo na TV. Fãs brasileiras fizeram contagem regressiva para assistir ao primeiro episódio,
a primeira parte do Pilot, finalmente exibido em 10 de Julho.
Qual não foi a surpresa quando, antes mesmo de acabar o episódio, quase madrugada de um domingo
promissor, centenas de fãs já acessavam a Internet. Na lista de discussão e comunidades do Orkut
eram enumerados dezenas de cortes e cenas "carinhosamente" retiradas da série.
A Warner Channel, apesar do que alardeou em suas propagandas, exibiu um episódio truncado,
depenado, totalmente censurado. A palavra "censura" parece criar um tremor nas bases. Muito se
discutiu e ainda se discute se esse é realmente o melhor termo a ser usado. Diante das evidências
destacadas, que outra palavra se aplicaria à posição da Warner em exibir um episódio dessa forma?
Não vemos outro termo.
Os episódios originais de The L Word já rodam na Internet desde a primeira exibição lá nos EUA,
isso é sabido. Aqui no Brasil não poderia ser diferente, já que cada vez mais brasileiros acessam a
rede mundial e estão por dentro do que é novidade nos EUA, Inglaterra ou Japão.
Muito antes do primeiro episódio ser exibido aqui no Brasil, The L Word já contava com centenas
de fãs em listas de discussão - atualmente o The L Word BR, criado em 25/02/2004 no
Yahoo!Grupos, tem mais de 800 usuários - e milhares de acessos tanto neste site
www.thelwordbr.com.br como em outros, além
de mais de dois mil falando em Português sobre o tema no Orkut.
Trazer The L Word para o Brasil era explorar esse filão de mercado, sedento pelo assunto e louco para
não ver mais os episódios em monitores de computador. A Warner tem o mérito de ter sido a primeira
emissora da América Latina, tão católica, a exibir essa série polêmica. Mas o que aconteceu, afinal?
Ninguém sabe explicar direito.
Em dezenas de reclamações diretas ao canal Warner Channel através do seu site, as fãs só obtêm uma resposta:
não é culpa deles, eles já receberam assim.
Segundo respostas, a Warner diz o seguinte:
"Oi.
Acontece que recebemos as fitas já editadas. Isto é, tem uma edição
para o mercado interno dos EUA e outra para o mercado externo, onde
nós entramos. Eis a diferença.
Reprise:
The L Word é um seriado que ainda não tem reprise, mas parece que
pode ter sim. Quando isso acontecer serão os primeiros em saber.
Muito obrigado. Rodrigues
Administrator"
Quando ele afirma "tem uma edição para o mercado interno dos EUA e outra para o mercado externo,
onde nós entramos. Eis a diferença." ficamos a pensar que eles mesmos não estão sabendo como
explicar esse descaso com as fãs.
É uma informação incorreta divulgar que há duas edições diferenciadas para dentro e para fora
dos EUA. E quem é fã de The L Word e acessa a internet sabe disso, não há como "criar" essa
resposta sem que todas descubram a verdade. Em países como Austrália, Inglaterra, Suíça,
Suécia, Israel, Bélgica, Dinamarca, França, Itália, Japão, África do Sul, Coréia e outra dezena,
a série é exibida sem picotes, cortes, mutilações, dublagens no original em inglês e alteração na
ordem das cenas.
Devemos considerar, então, que essa versão censurada seria apenas para o Brasil e toda a América
Latina - conforme a área de cobertura da Warner Channel. Por que essa discriminação?
Entendemos que, se não reclamarmos, estaremos aceitando que em pleno século XXI, conceitos
filosóficos e religiosos de terceiros influam no nosso direito de assistir a um programa de TV na sua
versão original, como foi concebido.
Se você está sem idéia de como começar a sua mensagem de reclamação, veja a nossa.
Aumente, diminua, modifique, não mexa, mas por favor não deixe de reclamar no site da
Warner Channel (basta clicar no envelopinho no canto inferior esquerdo da tela)! Pode-se também entrar no
Forum sobre a série no Fan Area.
Se você não tem cadastro, faça! É rápido! Assim podemos deixar nossa indignação para que todos possam ler!
Vamos tentar salvar The L Word no Brasil, não vamos aceitar que uma série de TV tão importante
para nós seja mutilada!
Luriana e Martha
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