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Nesse espaço vamos falar sobre temas mais polêmicos, que estão inseridos no contexto dos episódios de The L Word.
Vamos começar com a série propriamente dita e do enorme sucesso que vem fazendo não só nos EUA, mas em diversos
outros países.
The L Word é um marco na TV, pois é feita por e para lésbicas, com as mais diversas situações imaginadas e vividas
por elas. Para o público homossexual feminino, trata-se de afirmação de personalidade, de identidade, é uma referência.
Há também a questão da visibilidade, que nós no Brasil não temos o prazer de perceber nas produções nacionais: são
Shoppings que explodem, lésbicas que para se beijarem precisam interpretar um casal hétero numa cena de teatro ou
então personagens gays caricaturados.
Assim como o já consagrado “Queer as Folk” (Os Assumidos), seria muito interessante se The L Word também pudesse
ser exibido pela nossa TV, assim como já acontece na Austrália, Canadá, Reino Unido, entre outros.
Logo no início da primeira temporada, pouco após o segundo episódio, a segunda já estava garantida e anunciada pelos
produtores. E em se tratando de EUA, que em alguns casos interrompe séries no meio das temporadas por não
considerá-las rentáveis, esse fato comprova como o programa vem sendo bem cotado.
A realidade de The L Word, que é a de Los Angeles nos EUA, é bem mais liberal que a nossa. Mas vários tipos de
personagens são mostrados: as "comprometidas" Bette e Tina, que vivem juntas há sete anos e tentam ter um filho por
inseminação, uma jovem escritora, Jenny, que chega à cidade para se casar com um namorado de adolescência, Tim, e se
envolve com Marina, a "caçadora", dona do bar The Planet. Também uma tenista, Dana, com problemas para "sair do armário"
em função de sua família e carreira, uma jornalista bissexual, Alice, e uma cabeleireira adepta do amor livre, Shane.
A irmã de Bette, Kit, é heterossexual e se recupera de problemas de alcoolismo.
Fora esses personagens principais, podemos ver ainda Ivan, uma "drag king", Lisa, um "homem lésbico" e diversas
convidadas, representadas por atrizes como Ion Overman, Rosanna Arquette, Anne Archer, Kelly Lynch, Tammy Lynn Michaels
e Helen Shaver.
Uma grande parte das experiências, angústias e modo de ser dos personagens pode ser reconhecida na nossa realidade.
Várias questões são levantadas, como união civil e casamento gay, gravidez de casal homossexual por inseminação, traição
e outros problemas de relacionamento, inclusive preconceitos.
E foi pensando nisso, na oportunidade de reunirmos um grande número de mulheres homossexuais que se identificassem
com essas questões e as discutissem, que eu e Martha criamos a lista do Yahoo!Grupos, The L Word BR - a qual já conta com
cerca de 270 usuárias - e o canal #thelword_br no IRC. Agora esse site.
Tudo o que for dito nesse nosso espaço pode ser discutido na lista. Sugestões dadas lá talvez possam ser aproveitadas
aqui, ou seja, todos esses recursos estão plenamente integrados.
Esperamos que gostem e queiram participar bastante!
Beijos,
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